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As estimativas para as vendas do comércio no primeiro mês de 2026 indicam um início de ano com avanço gradual da atividade. Estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Estudos de Varejo (IBEVAR) em parceria com a FIA Business School aponta alta de 0,06% no varejo restrito e de 0,77% no varejo ampliado em janeiro, na comparação com dezembro de 2025. As projeções têm como base os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No varejo restrito, o desempenho esperado é heterogêneo entre os segmentos. Alimentos e bebidas devem registrar crescimento de 1,35%, sustentados pela demanda por itens essenciais. Cosméticos e cuidados pessoais aparecem na sequência, com projeção de alta de 1,08%, enquanto roupas e acessórios devem avançar 0,59%. O setor de móveis tem expectativa de crescimento de 0,37%. Em sentido oposto, eletrodomésticos apresentam previsão de retração de 1,90%, refletindo cautela do consumidor diante de bens duráveis.

Material de construção sustenta avanço do varejo ampliado

No varejo ampliado, que inclui automóveis e material de construção, a expectativa é de crescimento médio de 0,77% em janeiro. O desempenho do segmento de matcons é associado à retomada gradual das atividades do setor e à demanda por reformas e melhorias residenciais, mesmo em um ambiente de consumo mais seletivo. O movimento contribui para sustentar o resultado positivo do varejo ampliado no início do ano.

A variação acumulada projetada para 2026 é de 1,42%, indicando um cenário de adaptação das famílias e do comércio após os desafios recentes. A desaceleração da inflação aparece como fator de apoio, ainda que o estudo destaque a permanência de um ambiente econômico cauteloso.

Para Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, a estratégia será determinante para o desempenho do setor. “Em um cenário econômico incerto, as estratégias inovadoras e adaptativas serão cruciais para os varejistas”, avalia. Ele lembra ainda ser “vital que os comerciantes desenvolvam abordagens centradas no consumidor e se adaptem rapidamente às flutuações do mercado para capturar as oportunidades de crescimento”.


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