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O Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI – IBGE) mostrou que em fevereiro o custo médio total do metro quadrado da construção civil atingiu os R$ 2.018,07 no Estado de São Paulo, apresentando pequena variação de 0,10% em relação ao mês de janeiro. Monetariamente, são exatos R$1,96 a mais por metro quadrado de obra. Por composição do indicador, enquanto o material de construção deflacionou 0,01% (menos R$0,08), o gasto com a mão de obra aumentou 0,22% (mais R$2,04). 

Evolução do custo médio por m² da construção, por componentes
Estado de São Paulo (R$)

Fonte: IBGE

No primeiro bimestre de 2026 o custo médio total da obra apresenta evolução de 1,44% (ou R$28,58). Já em 12 meses são 6,04% de crescimento, ou R$114,94. Neste último cenário, cabe ressaltar que pelo lado do material de construção houve elevação de 3,87% (ou R$39,97) e na mão de obra de outros 8,61% (ou R$74,97).

Além disso, a variação de fevereiro se revelou, como pode ser melhor observado no gráfico abaixo, a menor desde outubro do ano passado, antagonizando com alta oscilação vista em janeiro, e mesmo em fevereiro de 2025.

Evolução do custo médio mensal do m² da construção do Estado de São Paulo 

Fonte: IBGE

“Não se projetava realmente que a inflação da construção civil paulista avançasse em fevereiro o mesmo, ou num patamar próximo, do que foi visto em janeiro”, avalia o economista Jaime Vasconcellos. E complementa: “a quase neutralidade do índice veio em meio a uma deflação dos materiais de construção e de uma pequena oscilação positiva do dispêndio com a força de trabalho, mas dentro do esperado”.

Ele comenta ainda que as expectativas futuras estão assentadas em índices mensais dentro do intervalo entre os resultados de janeiro e fevereiro. “A tendência não é de pressão inflacionária no decorrer do ano, até mesmo pela demanda retraída frente ao cenário de dificuldade ao consumo das famílias e investimentos empresariais – juros altos e orçamentos apertados pelo endividamento”. A exceção pode vir da pressão do câmbio, devido aos atuais conflitos internacionais. No caso do Irã, em específico, a expectativa é de encarecimento direto nos preços internacionais do petróleo que pode atingir, via combustíveis e por meio de materiais importados,  insumos importantes, por exemplo, plásticos, pvc, tintas, resinas e outros produtos químicos. “Fiquemos de olho”, alerta.

Por fim, Jaime observa que o metro quadrado da construção civil paulista continua a ser o oitavo maior dentre as unidades da federação brasileira. Santa Catarina e o Acre ainda lideram. 

Ranking – fevereiro de 2026


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