Em novembro, o volume de vendas do comércio de material de construção do Estado de São Paulo caiu 3,3% em relação ao mesmo mês de 2024, a sexta retração seguida do indicador, medido pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em âmbito nacional o setor teve desempenho similar, ou seja, queda de 3,0% em novembro, também o sexto recuo consecutivo.
Evolução mensal do índice de volume de vendas do comércio de material de construção – Mês contra mesmo mês do ano anterior

Fonte: PMC/IBGE
Nos onze meses de 2025 ocorreu uma queda acumulada de 1,6% nas vendas em território paulista. No país, a retração foi menos aguda, de 0,2%. Com isso, no acumulado dos doze meses encerrados em novembro, enquanto no mercado nacional houve estabilidade do índice, no Estado de São Paulo a PMC registrou uma diminuição de 1,5% em comparação aos doze meses imediatamente anteriores.
Evolução do índice de volume de vendas do comércio de material de construção do Estado de São Paulo – Taxa acumulada de 12 meses

Fonte: PMC/IBGE
“Os resultados do período apenas apresentam continuidade da negativa, portanto, difícil trajetória da performance em vendas do comércio de material de construção no país e, de forma ainda mais evidente, no Estado de São Paulo,” pontua o economista Jaime Vasconcellos. Em sua opinião, o setor, conforme o esperado, sentiu de forma mais profunda no segundo semestre de 2025 os impactos dos juros altos no já apertado orçamento das famílias. “Tais consumidores até possuem uma renda sustentada pelo aquecido mercado de trabalho, porém este rendimento possui elevado grau de comprometimento frente às dívidas em atraso ou não”. Tal cenário faz com que ocorra maior direcionamento da renda disponível para bens de consumo não duráveis e “essenciais”, deslocando resultados para tais ramos em detrimento de outros, como acontece com o varejo de material de construção.
OBS: O Volume de Vendas observado pela PMC resulta da deflação dos valores nominais correntes da receita bruta de revenda por índices de preços específicos para cada grupo de atividade, e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços do IPCA e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. A pesquisa também avalia apenas empresas com 20 ocupados ou mais.
























