Espaço Publicitário

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), ficou abaixo dos 1,57% registrados em setembro. Com o resultado, a variação acumulada chegou a 4,97% no ano e a 5,24% em 12 meses. No mesmo mês de 2025, o indicador havia recuado 0,36%, com avanço de 0,92% no período de um ano. Entre os componentes do levantamento, os preços ao produtor e ao consumidor desaceleraram, enquanto os custos da construção apresentaram aumento no ritmo de alta.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou 1,93%, ante 2,08% no mês anterior. Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, a menor variação refletiu a desaceleração dos produtos agropecuários, cuja taxa passou de 3,07% para 1,29%. Milho, soja, tomate e batata-inglesa foram os principais responsáveis por esse movimento. Nos estágios de processamento, os bens finais passaram de 1,24% para 1,16%, e as matérias-primas brutas, de 3,61% para 3,09%. Já os bens intermediários aceleraram de 0,81% para 1,05%. Excluindo combustíveis e lubrificantes para a produção, a variação desse último grupo aumentou de 0,63% para 0,87%.

Custos da construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,35%, após avanço de 0,25% em setembro. O grupo Materiais e Equipamentos passou de 0,17% para 0,41%, enquanto Serviços aumentou de 0,15% para 0,31%. Em sentido contrário, Mão de Obra desacelerou de 0,37% para 0,27%. Nos preços ao consumidor, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou elevação de 0,45%, abaixo dos 0,50% do mês anterior. A principal influência para a desaceleração veio das tarifas de energia elétrica residencial. A taxa do grupo Habitação diminuiu de 1,82% para 0,18%. A alimentação, porém, apresentou maior pressão: sua variação passou de 0,51% para 1,02%. O economista do FGV IBRE destacou a alta de 10,6% em Hortaliças e Legumes, associada a condições climáticas adversas e a restrições de oferta de alguns produtos, como o tomate.

Matheus avalia que esses preços deverão permanecer voláteis nos próximos meses. Os efeitos do El Niño também ampliam a possibilidade de novas pressões sobre os gêneros alimentícios.


Espaço Publicitário