O índice inflacionário da construção civil, obtido por meio do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi/IBGE), mostrou novamente um comportamento mais estável na economia paulista. O indicador variou em agosto positivamente apenas 0,06%, o seu menor nível mensal desde outubro de 2025. Com esta pequena oscilação, o desempenho no acumulado de 2026 pouco se alterou, chegando agora aos 5,05%. Já em 12 meses, atinge o patamar de 5,93%.
Evolução do custo médio mensal do m² da construção do estado de São Paulo (%)

Fonte: IBGE
O metro quadrado da construção civil no Estado de São Paulo alcançou os R$2.089,88. Deste valor, R$1.105,32 (ou 52,89%) são referentes aos gastos com material de construção e R$984,56 (ou 47,11%) com a mão de obra. Em agosto, esses dois componentes variaram, respectivamente, 0,13% e -0,01%. Já nos últimos doze meses, enquanto os materiais apresentam crescimento médio de 4,33%, a mão de obra variou 7,78%.

O economista Jaime Vasconcellos comenta que a oscilação média dos preços da construção civil paulista em agosto praticamente acompanhou a trajetória de outros índices de preços ao consumidor -comportamento que ele considera bastante suave. “Assim como em julho, novamente foi registrado uma leve deflação do gasto com a mão de obra e outra tímida evolução do dispêndio médio com os materiais de construção”, ressalta. Este cenário de preços mais estáveis não deixa de ter como influência os efeitos vindos da oferta e da demanda. “Pelo lado da oferta, nota-se que após forte pressão com os impactos do aumento de preços de commodities nos últimos meses, houve certa acomodação inflacionária aos consumidores finais. Além disso, ou principalmente, é possível perceber também uma menor força de demanda, resultado do desafiador cenário ao consumo das famílias e empresas, em meio as suas dificuldades orçamentárias e ao elevado custo do dinheiro no sistema bancário, com crédito caro e seletivo”, avalia.
Custos médios totais do metro quadrado da obra por estado
O maior valor ainda se manteve no Acre, com R$2.309,23, e o menor valor no Sergipe (R$1.768,44). Já o Estado de São Paulo ficou em 7° lugar no ranking do metro quadrado médio mais caro do país.

























