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Estudo da Robert Half mostra que os modelos de trabalho variam de acordo com as características operacionais de cada segmento da economia. Construção e Engenharia registram os maiores índices de presencialidade, enquanto o setor de Serviços apresenta as menores médias entre os segmentos analisados.

Levantamento realizado pela empresa global de soluções em talentos e negócios indica que as necessidades operacionais influenciam diretamente a adoção de modelos presenciais, híbridos ou remotos pelas empresas. No caso de Construção e Engenharia, a média é de 4,8 dias presenciais por semana nas áreas corporativas e de 4,9 dias nas operações, evidenciando uma rotina predominantemente presencial.

Segundo o estudo, Serviços registra média de 3,3 dias presenciais nas áreas corporativas e 4,1 dias nas operações. Indústria, Logística e Varejo ocupam posição intermediária, enquanto Automotivo, Energia e Mineração e Siderurgia também apresentam elevada presença física das equipes.

Nas áreas corporativas, Indústria e Serviços registram média de 3,3 dias presenciais por semana, seguidos por Logística e Varejo, com 3,6 dias. Já Construção e Engenharia alcança a maior média, de 4,8 dias.

O levantamento também evidencia diferenças entre funções corporativas e operacionais em alguns segmentos. Na Indústria, por exemplo, a média de presença é de 3,3 dias para equipes corporativas e de 4,9 dias para operações. Na Logística, a variação é de 3,6 para 4,6 dias. Em Construção e Engenharia, a diferença é reduzida, com médias de 4,8 e 4,9 dias, respectivamente.

Vitor Silva, diretor de mercado da Robert Half, afirma que a comparação entre modelos de trabalho deve considerar as particularidades de cada atividade. Segundo ele, os dados oferecem um parâmetro para que profissionais compreendam melhor o mercado e para que as empresas avaliem como suas práticas se posicionam em relação ao próprio segmento.

Silva também destaca que decisões sobre modelos de trabalho muito distantes da realidade operacional ou das expectativas dos profissionais podem trazer desafios relacionados à atração e retenção de talentos.

“Mais importante do que seguir uma tendência é construir práticas alinhadas à cultura da empresa e às necessidades da operação. Quando as expectativas são claras e fazem sentido para o negócio, as organizações conseguem reduzir atritos, fortalecer o engajamento das equipes e apoiar o sucesso de longo prazo, independentemente do modelo de trabalho adotado”, afirma.

O estudo reúne informações de duas pesquisas realizadas pela Robert Half. A primeira, conduzida em janeiro de 2026, ouviu 1.161 respondentes, entre profissionais empregados, desempregados e tomadores de decisão. A segunda foi realizada entre março e abril de 2026 com 289 tomadores de decisão de 14 setores da economia.


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