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Dados coletados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostram que a confiança dos empresários do comércio paulistano voltou a recuar em junho e atingiu o menor nível desde 2021. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio no Município de São Paulo (ICEC) alcançou os 93,8 pontos na última apuração, resultado que representou uma queda de 1,1% em relação a maio e de 7,1% na comparação com junho do ano anterior.

Foi a quinta retração consecutiva do indicador, que permanece abaixo dos 100 pontos — faixa que delimita o cenário de pessimismo. Segundo a Federação, além do ambiente econômico marcado por juros elevados, inflação acima da meta, aumento do endividamento e da inadimplência das famílias, decisões recentes no campo político também contribuíram para a piora da percepção dos empresários. Entre os fatores que podem explicar esse recuo estão o fim da isenção do imposto de importação para compras internacionais de pequeno valor, conhecido como “taxa das blusinhas”, e o avanço, na Câmara dos Deputados, da proposta de redução da jornada de trabalho. O segmento de semiduráveis, que reúne lojas de roupas, calçados e acessórios, foi um dos mais afetados. A confiança dessas empresas caiu 3,8% em relação a maio e 17,8% na comparação anual.

Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC)
Série histórica (13 meses)

Fonte: FecomercioSP

Mais de três anos de avaliação negativa

O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) recuou 4% em junho, passando de 71,9 para 69 pontos. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a queda foi de 6,2%. No segmento de semiduráveis, o indicador registrou retração de 8,6% frente a maio e de 25,7% em relação ao ano anterior. O ICAEC permanece abaixo dos 100 pontos há 40 meses consecutivos, refletindo a avaliação negativa dos empresários sobre as condições atuais da economia. O resultado, conforme análise da FecomercioSP, está relacionado à pressão dos custos operacionais, aos juros elevados e à redução da rentabilidade dos negócios.

O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) apresentou leve alta de 0,5%, alcançando 113,3 pontos. Apesar de permanecer no campo otimista e continuar sustentando parte da confiança do setor, o indicador ficou 12,5% abaixo do registrado em junho de 2025. No segmento de semiduráveis, as variações foram negativas tanto na comparação mensal (-5,4%) quanto na anual (-21,8%).

Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) caiu 0,8% e voltou à zona de pessimismo ao registrar 99,2 pontos. Desde o ano passado, o indicador oscila próximo da linha dos 100 pontos.


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