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Pelo segundo mês seguido o volume de vendas do comércio de materiais de construção no Estado de São Paulo apresentou queda em relação a 2025, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, a redução foi de 5,9%, contra uma queda de 1,8% vista em território nacional. Em abril, o desempenho negativo de 5,2% já havia sido registrado. 

Evolução mensal do índice de volume de vendas do comércio de material de construção – Mês contra mesmo mês do ano anterior (%)

Fonte: PMC – IBGE

De janeiro a maio de 2026, a performance negativa ficou em 5,4% no Estado de São Paulo, tendo como referência o mesmo período do ano passado. Já em 12 meses, o recuo chegou aos 5% – o pior indicador deste tipo de acumulado desde setembro de 2023. No âmbito nacional, o setor apresentou retração de 1,0% no ano e 2,1% nos doze meses encerrados em maio.  

Evolução do índice de volume de vendas do comércio de materiais de construção do Estado de São Paulo – Taxa acumulada de 12 meses (%)

Fonte: PMC – IBGE

O economista Jaime Vasconcellos comenta que os últimos números da PMC referentes ao varejo de material de construção não surpreenderam. “Houve continuidade dos predominantes resultados mensais negativos e aprofundamento das retrações acumuladas no ano e nos últimos 12 meses”, ressalta. E complementa: “Essas trajetórias não mudaram porque a realidade do consumo também não se alterou. O cenário de juros altos, crédito seletivo, elevados níveis de preços e endividamento das famílias mantém o setor em apuros, sem muita perspectiva de mudança, com exceção do cenário de base fraca de comparação, que deve ser mais sentido neste segundo semestre”.

OBS: O Volume de Vendas observado pela PMC resulta da deflação dos valores nominais correntes da receita bruta de revenda por índices de preços específicos para cada grupo de atividade, e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços do IPCA e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. A pesquisa também avalia apenas empresas com 20 ocupados ou mais. 


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