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As vendas do varejo brasileiro devem apresentar crescimento em julho de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, impulsionadas principalmente pelos segmentos de veículos, móveis e eletrodomésticos. A projeção econométrica elaborada pelo IBEVAR e pela FIA Business School, com base em dados dessazonalizados da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, indica avanço de 4,92% no varejo ampliado, enquanto o varejo restrito deve registrar alta de 0,96%.

O desempenho mais abrangente reflete o avanço dos bens de maior valor agregado. Além da comparação anual, a projeção aponta crescimento de 0,95% do varejo ampliado em relação a junho. No acumulado do ano, a alta estimada é de 2,64%, enquanto a variação em 12 meses chega a 1,71%. Já o varejo restrito apresenta um cenário mais moderado. A projeção indica retração de 0,22% na comparação com junho e crescimento acumulado de 1,42% nos últimos 12 meses.

Os segmentos ligados aos bens duráveis concentram os melhores resultados esperados para julho. Equipamentos e informática devem liderar o crescimento anual, com alta de 7,66%, seguidos por veículos, com 5,14%, e móveis e eletrodomésticos, com avanço de 4,56%. Em contrapartida, alguns segmentos continuam apresentando dificuldades. Livros, jornais e revistas devem registrar retração de 9,35% em relação a julho de 2025. O setor de material de construção, apesar da expectativa de crescimento anual de 2,30% em julho, permanece com desempenho negativo no acumulado de 12 meses, estimado em -1,20%. O segmento de tecidos, vestuário e calçados também mantém resultado negativo no mesmo período, com retração de 1,09%.

Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, comenta que a diferença entre o desempenho do varejo ampliado e do varejo restrito evidencia um crescimento concentrado em segmentos específicos: “observa-se uma economia que se expande pelos extremos — bens duráveis e veículos — enquanto o consumo cotidiano avança em ritmo mais lento. As projeções sugerem que essa assimetria deve persistir ao longo do terceiro trimestre, com o varejo ampliado acelerando seu acumulado de 12 meses para 2,57% em setembro”.


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