As mudanças no mercado de trabalho têm levado empresas e profissionais a atribuir maior importância a benefícios relacionados ao bem-estar e à estabilidade financeira. Levantamento da Robert Half mostra que iniciativas voltadas ao suporte emocional, ao equilíbrio da rotina e ao planejamento de longo prazo estão entre as mais valorizadas pelos trabalhadores.
O cenário acompanha a ampliação da atenção das organizações aos riscos psicossociais, reforçada pela atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que tornou obrigatória a identificação e o gerenciamento de fatores que possam afetar a saúde mental dos trabalhadores.
Segundo a 7ª edição da Pesquisa de Benefícios da Robert Half, recursos de saúde mental e programas de assistência ao empregado (EAP) são considerados importantes por 30% dos entrevistados. A licença parental estendida aparece entre os benefícios mais valorizados para 23% dos participantes, enquanto iniciativas voltadas à organização da jornada, como banco de horas e Short Friday, são destacadas por 21%.
Alexandre Attauah, vice-presidente de Parcerias Estratégicas da Robert Half, afirma que a discussão sobre benefícios evoluiu e passou a considerar aspectos que vão além da remuneração. Segundo ele, os profissionais avaliam cada vez mais fatores relacionados à qualidade de vida, à organização da rotina e à segurança financeira de longo prazo, o que amplia a responsabilidade das empresas na construção de propostas de valor alinhadas às novas expectativas da força de trabalho.
Nesse contexto, programas de assistência ao empregado, suporte psicológico e modelos de trabalho que favoreçam uma melhor organização da jornada passam a integrar uma agenda mais ampla de prevenção e promoção do bem-estar no ambiente corporativo.
Finanças
O estudo também aponta que a segurança financeira vem ganhando relevância na percepção de bem-estar dos profissionais. Em um cenário marcado pela busca por maior previsibilidade e planejamento financeiro, benefícios capazes de oferecer estabilidade no médio e longo prazo passam a influenciar a avaliação das oportunidades de carreira.
A previdência privada aparece entre os benefícios mais valorizados por 35% dos respondentes, reforçando a tendência de valorização de mecanismos voltados ao planejamento financeiro.
Attauah afirma que os resultados indicam que os trabalhadores ampliaram sua compreensão sobre o conceito de bem-estar, incorporando também aspectos relacionados à estabilidade financeira e à construção de uma trajetória profissional sustentável. Segundo ele, cresce a busca por mecanismos que proporcionem segurança tanto emocional quanto financeira diante das constantes transformações do mercado de trabalho.
A pesquisa foi realizada pela Robert Half por meio de questionário on-line com 752 participantes, entre lideranças empresariais e profissionais empregados.
























