Em maio, o mercado de trabalho do varejo de material de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) registrou avanço de 88 vagas, alcançando estoque total de 91,7 mil vínculos formais ativos, segundo o Novo Caged. No mês, foram contabilizadas 19.479 admissões e 19.130 desligamentos. O resultado positivo ficou próximo ao observado em maio de 2025 e reverteu parcialmente a perda de 148 postos registrada em abril deste ano.
Saldos de empregos do varejo de material de construção – RMSP

Fonte: Novo Caged
Mesmo com o leve avanço obtido em maio, o setor conta com o início de ano mais fraco para a criação de postos de trabalho com carteira assinada desde 2020, quando os primeiros impactos da pandemia de Covid-19 foram mais fortemente sentidos. Em relação aos primeiros cinco meses de 2025, a geração de empregos no varejo de material de construção da Grande São Paulo amarga uma desaceleração de 63,4%.
Saldos de empregos do varejo de material de construção – RMSP – períodos de janeiro a maio

Fonte: Novo Caged
Dentre os 9 ramos avaliados, destacaram-se em maio o varejo de material elétrico, com saldo positivo de 37 vagas, além do comércio varejista de madeira e artefatos, com 41 admissões a mais que desligamentos.
Movimentação e estoque de empregos celetistas – RMSP – maio de 2026

Já no acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, chamam atenção as evoluções do varejo de material de construção (+245 vagas) e novamente o ramo de materiais elétricos (+159 vagas). Por outro lado, o saldo negativo mais agudo no ano ficou por conta do segmento de madeira e artefatos (-75 vagas).
Movimentação e estoque de empregos celetistas – RMSP – janeiro a maio de 2026

O economista Jaime Vasconcellos pondera que, mesmo que a retomada da geração de empregos deva ser considerada, não se pode fugir da realidade que 88 vagas a mais, considerando o universo de quase 92 mil empregos ativos, seja tecnicamente uma estabilidade do mercado de trabalho do setor na RMSP. “Além do mais, é visível a trajetória arrefecida da geração de empregos no segmento de materiais de construção ano após ano, o que demonstra não somente um esgotamento deste cenário de expansão das vagas, mas também resultado do menor crescimento esperado do consumo das famílias, e da economia em geral, em uma realidade de preços, crédito e comprometimento de renda familiar elevados”, avalia. Em sua opinião, este é um cenário que não deve se alterar no curto prazo.
























