Como forma de proporcionar uma visão mais abrangente do impacto causado pelo fim da jornada 6×1, o Sincomavi disponibiliza gratuitamente aos interessados o Simulador de Escala e Jornada, ferramenta desenvolvida para auxiliar no planejamento e adaptação das mudanças previstas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019. A iniciativa busca apoiar as empresas na avaliação dos obstáculos que a proposta pode trazer na organização de equipes e escalas de trabalho.
A PEC, aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio de 2026 e atualmente em tramitação no Senado Federal, prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas ao longo de até dez anos. A mudança poderá exigir readequações operacionais, principalmente em empresas que mantêm atendimento aos sábados e domingos.
Como funciona
Para utilizar a ferramenta, o comerciante informa o número de funcionários, a escala atualmente adotada, a duração da jornada diária e os dias de funcionamento da empresa. Com base nesses dados, o simulador apresenta alternativas de escalas compatíveis com a jornada prevista na proposta, indicando a duração recomendada dos turnos, a estimativa de funcionários necessários e aspectos específicos de cada modelo de organização do trabalho.
Os resultados apresentados correspondem a estimativas máximas. O Sincomavi destaca que medidas como reorganização dos horários, ajustes nos turnos e adoção de tecnologias podem reduzir a necessidade de novas contratações apontadas pela ferramenta. Além das simulações, a plataforma apresenta um cronograma estimado da transição da jornada semanal, permitindo que o empresário acompanhe, de forma gradual, as etapas previstas para a redução de 44 para 36 horas semanais.
O simulador está disponível gratuitamente por meio do site da entidade (clique no botão abaixo). Ressaltamos que a ferramenta possui caráter informativo e de apoio à gestão e não substitui a orientação de profissionais especializados e está de acordo com o texto aprovado na Câmara dos Deputados e sujeita a alterações pelo Senado Federal.
Antes de promover alterações na jornada de trabalho, a entidade recomenda que as empresas consultem assessoria jurídica para avaliar as particularidades de cada caso e a aplicação das convenções coletivas vigentes.
























