A atividade econômica brasileira cresceu 0,9% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, segundo o Monitor do PIB-FGV, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). O levantamento aponta que o desempenho positivo foi disseminado entre os principais setores da economia, com avanço da agropecuária, indústria e serviços. Pela ótica da demanda, o destaque ficou para o consumo das famílias, que avançou 1,4% no trimestre, registrando o melhor resultado desde meados de 2025.

De acordo com a pesquisa, todos os componentes do consumo contribuíram positivamente para o resultado, com maior destaque para o consumo de serviços e de bens duráveis. O indicador sinaliza maior ritmo de participação das famílias no desempenho da economia, movimento que tende a beneficiar diretamente o comércio varejista. A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destacou que, após três trimestres de crescimento próximo da estabilidade, a economia voltou a apresentar expansão mais consistente no início de 2026, mesmo diante do cenário internacional conturbado.
O Monitor do PIB-FGV também mostrou crescimento de 0,9% na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), impulsionada principalmente pelo segmento da construção. Já as exportações cresceram 6,5% no trimestre, com destaque para os produtos da extrativa mineral, especialmente petróleo. Em valores correntes, o PIB brasileiro acumulado até o primeiro trimestre de 2026 foi estimado em R$ 3,443 trilhões, enquanto a taxa de investimento alcançou 19,1%.
























