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O faturamento médio real das pequenas e médias empresas brasileiras avançou 3,6% em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs). O resultado representa a segunda alta consecutiva do indicador e, conforme o estudo, reflete um ambiente econômico mais favorável, impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido e pelos primeiros movimentos de flexibilização da taxa de juros no País.

O levantamento acompanha cerca de 750 atividades econômicas de empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões, distribuídas entre os setores de Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços. A análise realizada aponta a melhora da confiança do consumidor e a manutenção da taxa de desemprego em patamares historicamente baixos como os principais pontos de contribuição para sustentação das atividades das PMEs em abril.

O setor de Serviços foi o principal destaque em abril, com crescimento de 5,4% em relação ao mesmo mês de 2025. O desempenho foi puxado principalmente pelas atividades de transporte e saúde humana. Em seguida, as PMEs industriais registraram alta de 4,9% na comparação anual, com avanço em 13 dos 23 subsetores monitorados pela pesquisa. Entre os segmentos com melhor desempenho estão produtos químicos, metalurgia e máquinas e equipamentos.

Atacado e varejo

No Comércio, o faturamento das PMEs cresceu 1,1% em abril frente ao mesmo período do ano passado. O resultado foi sustentado pelo desempenho do atacado, que avançou 2,8%, compensando a retração de 1,1% observada no varejo. Entre os segmentos varejistas com melhor resultado aparecem os setores de artigos de relojoaria, produtos farmacêuticos e livros.

Por outro lado, o setor de Infraestrutura voltou a apresentar retração em abril, com queda de 13,8% na comparação anual. Segundo o levantamento, o resultado negativo foi influenciado principalmente pelo recuo em atividades ligadas à construção civil, especialmente nos segmentos de obras de infraestrutura e serviços especializados para construção.

Na avaliação de Felipe Beraldi, economista da Omie, o desempenho dos setores segue heterogêneo, refletindo diferentes impactos do ambiente econômico sobre as atividades monitoradas. Apesar da recuperação observada nos últimos meses, o estudo aponta que o cenário ainda é cercado por incertezas relacionadas às expectativas de inflação, aos preços dos combustíveis e ao elevado endividamento das famílias.

O levantamento destaca, no entanto, que a retomada da confiança dos consumidores e iniciativas de renegociação de dívidas, como o programa Desenrola Brasil 2.0, podem contribuir para sustentar a atividade econômica das PMEs nos próximos meses.


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