Após nove quedas mensais consecutivas, o comércio de materiais de construção no Estado de São Paulo registrou crescimento do seu volume de vendas, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PMC-IBGE). O resultado positivo ocorreu em março, período no qual o setor contou com uma elevação de 0,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi um avanço positivo, porém tímido, seja frente a tantas quedas seguidas ou na comparação com o desempenho nacional, que obteve um aumento de mais de 8%.
Evolução mensal do índice de volume de vendas do comércio de materiais de construção – Mês contra mesmo mês do ano anterior (%)

Fonte: PMC – IBGE
O resultado serviu também para amenizar o cenário acumulado em 2026, que no primeiro trimestre apresentou uma retração de 5,3%, patamar ainda negativo, porém, mais ameno que os 8,3% de queda do bimestre inicial do ano. Já em 12 meses, a trajetória de agravamento do indicador continua, dada a redução apresentada de 4,4%, volume mais agudo que a queda de 4% registrada nos 12 meses finalizados em fevereiro.
Evolução do índice de volume de vendas do comércio de materiais de construção do Estado de São Paulo – Taxa acumulada de 12 meses (%)

Fonte: PMC – IBGE
O economista Jaime Vasconcellos comenta ser temerário afirmar que o setor comercial de materiais de construção irá iniciar um processo de virada de desempenho quanto ao ritmo de suas vendas, até porque o cenário macroeconômico de juros, preços e endividamento familiar elevados pouco mudou. “Ainda assim, não podem passar despercebidos os números positivos de março”, avalia. “Um dos fatores que ajuda a explicar tal cenário é o efeito calendário, até pelo carnaval ter sido em fevereiro deste ano, diferentemente de 2025, quando caiu em março. Mais dias úteis no mês é um fator relevante para compreendermos o aumento do volume de vendas do setor”.
Jaime reforça que, com isso, a tendência permanece mais de preocupação com o setor do que de inicial euforia. “Cautela e pragmatismo ainda são o tom das análises segmentadas do varejo este ano”.
OBS: O Volume de Vendas observado pela PMC resulta da deflação dos valores nominais correntes da receita bruta de revendapor índices de preços específicos para cada grupo de atividade, e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços do IPCA e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. A pesquisa também avalia apenas empresas com 20 ocupados ou mais.
























