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A Prefeitura de São Paulo apresentou, no dia 14 de maio, na sede da SP Urbanismo, o Projeto Ruas Temáticas – Florêncio de Abreu a comerciantes e representantes do varejo local. A reunião foi conduzida pela arquiteta Letícia Tamisari, gerente de Obras da SP Urbanismo, e pelo engenheiro Christian Ricardo Costa Alvarenga, do Consórcio Requalificação Integrada. Também participaram Andréa Nista Richter, gerente de Negócios do Sincomavi, e Sílvio Furquim, assessor sênior da SP Urbanismo.

A iniciativa prevê intervenções em vias tradicionais do Centro com histórico de especialização comercial. O projeto teve início na rua General Osório, conhecida pelo comércio de motos, e agora contempla a Florêncio de Abreu, referência no segmento de ferramentas, além das ruas Paula Souza, ligada ao setor de cozinha, e Santa Ifigênia, tradicional polo de eletrônicos. No caso da Florêncio de Abreu, o Sincomavi atuará no apoio à interlocução com os comerciantes locais. Segundo o cronograma inicial, os trabalhos já começaram e devem seguir até novembro deste ano.

Da esquerda para direita: Letícia Tamisari, gerente de Obras da SP Urbanismo; Andréa Nista Richter, gerente de Negócios do Sincomavi; Silvio Furquim, Assessor Sênior da SP Urbanismo; Maria Lúcia de Souza Alves, MJS Comércio e Assistência Técnica; e engenheiro Christian Ricardo Costa Alvarenga, Consórcio Requalificação Integrada.

Etapas e programação

A próxima etapa será o agendamento das vistorias cautelares nos imóveis das ruas que receberão obras, com prioridade para os prédios históricos. De acordo com a apresentação, toda a documentação e os licenciamentos necessários para a execução das intervenções já foram obtidos. A SP Urbanismo informou, porém, que as datas podem sofrer ajustes, especialmente em razão de interferências nas redes de energia e abastecimento ou de situações identificadas durante a execução.

O Projeto Ruas Temáticas tem como objetivo requalificar vias tradicionais para fortalecer a economia local, estimular o turismo, melhorar a segurança, ampliar a acessibilidade e tornar o ambiente urbano mais adequado à circulação de consumidores, trabalhadores e moradores. Entre as intervenções previstas estão alargamento de calçadas, cruzamentos elevados, estreitamento das faixas de rolamento, implantação de mobiliário urbano, floreiras, áreas verdes, espaços de permanência e elementos de comunicação e identidade visual, como totens.

Durante a reunião, Letícia Tamisari afirmou que a proposta é fortalecer o comércio local com o menor impacto possível durante as obras. Segundo ela, as mudanças serão discutidas com os empresários antes da execução. “Por exemplo, as vagas de carga e descarga que funcionam muito bem hoje continuarão. Todas as alterações previstas serão discutidas em futuras reuniões”, disse.

Letícia também citou a experiência da Prefeitura na Liberdade como referência para o trabalho. “Nossa ideia é conversar com os empresários para entender a demanda local, de forma que a requalificação seja boa para todos. O trabalho na Liberdade foi muito bem-sucedido e seguiu o mesmo protocolo: reunião de aproximação e depois identificação dos temas ou trechos que têm mais afinidade, para dar andamento de uma maneira mais detalhada. Tudo com a participação das empresas locais”, afirmou.

Segundo a gerente da SP Urbanismo, a modalidade contratual do projeto na Florêncio de Abreu permite uma atuação mais ampla do que em contratos anteriores. “Acredito que o trabalho surtirá efeitos muito positivos para todos. Só de requalificar as calçadas, implantar mobiliário urbano e paisagismo, muda o astral do lugar, dá uma nova leitura para a paisagem”, declarou. “Isso transforma o local, traz as pessoas de volta.”

Christian Ricardo Costa Alvarenga explicou que as obras serão executadas por blocos, com divisão das ruas em trechos para facilitar a execução e permitir o trânsito local. Ele afirmou que os comerciantes serão comunicados previamente sobre o avanço dos trabalhos. “A informação do próximo bloco que contará com obras é dada com cerca de 30 dias de antecedência, desde que não ocorra nenhum imprevisto”, explicou. As intervenções de maior impacto para o comércio, como demolição e concretagem em frente às lojas, receberão atenção redobrada e a comunicação será feita de forma que permita aos lojistas se planejarem adequadamente. Segundo Christian, após esse tipo de serviço (concreto fresco), serão instalados protetores para permitir a circulação segura de pessoas sem prejudicar a atividade dos estabelecimentos e nem o trabalho recém-finalizado.

Participaram da reunião representantes das empresas Big Ferramenta, Casa da Boia Metais e Hidráulica, Florengás – Fogões e Peças, Inova Plásticos, Borrachas e EPI, MJS Assistência Técnica, Praticbor Comércio de EPIs, Plásticos e Borrachas, SESC Florêncio e TekSin – Tecnologia em Sinalização e Proteção.


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