O comércio varejista brasileiro deverá encerrar maio de 2026 com crescimento acumulado de 1,66% no ano, segundo projeção do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), em parceria com a FIA Business School. O avanço ocorre mesmo em um cenário de endividamento recorde das famílias, que atingiu 78,1% da renda anual em fevereiro.
De acordo com o levantamento, segmentos ligados ao consumo essencial e à tecnologia continuam sustentando o desempenho do varejo. O setor de artigos farmacêuticos, médicos, perfumaria e cosméticos deve registrar alta de 2,50% em maio na comparação anual. Já o segmento de equipamentos de informática e comunicação acumula crescimento de 6,41% em 12 meses.
Por outro lado, áreas mais dependentes de crédito seguem pressionadas pela manutenção da taxa Selic em patamar elevado. O segmento de material de construção deve apresentar retração de 3,42% em maio, acumulando queda de 2,88% nos últimos 12 meses. O setor de veículos e motos também permanece em baixa, com recuo acumulado de 3,04% no período.
O estudo aponta ainda que os supermercados seguem registrando crescimento nominal nas vendas, mas já apresentam sinais de perda de volume real de consumo, reflexo da inflação dos alimentos e da redução do poder de compra das famílias.
Segundo o IBEVAR-FIA, o varejo brasileiro vive um cenário dividido entre setores considerados mais resilientes, ligados à saúde e à tecnologia, e segmentos mais sensíveis ao crédito e à renda disponível, como construção e veículos.
























