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Diante do cenário combinado de inflação persistente, juros elevados e aumento das incertezas externas, a confiança do consumidor paulistano acabou sendo afetada em abril. Levantamento da FecomercioSP, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 3,8% no mês, atingindo 121,1 pontos. A retração foi puxada principalmente pelo Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), que recuou 5% em relação a março. Apesar disso, na comparação com abril de 2025, o ICC ainda acumula alta de 9,1%, indicando que o consumidor segue mais otimista do que há um ano, embora mais cauteloso em relação ao futuro.

A análise realizada pela entidade aponta que o cenário de juros altos, inflação persistente e tensões internacionais, como os conflitos no Oriente Médio, tem levado as famílias a adotarem um consumo mais planejado e seletivo. O ciclo econômico não se inverteu, mas perdeu intensidade, exigindo maior atenção do varejo em relação a preços, percepção de valor, crédito e gestão de estoques.

Índice de Confiança do Consumidor (ICC)
Série histórica (13 meses)

Fonte: FecomercioSP

O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), que também compõe o ICC, caiu 1,9% em abril, para 119,1 pontos. Mesmo acima da linha que separa pessimismo e otimismo, o indicador já mostra mudanças no comportamento dos consumidores.

A queda da confiança foi disseminada entre diferentes perfis de consumidores. Entre pessoas com renda superior a dez salários mínimos e consumidores de até 35 anos, o recuo foi de 6,3%. Entre as mulheres, a redução chegou a 6,2%. Apenas o grupo com mais de 35 anos apresentou leve alta, de 0,5%.

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) também registrou queda em abril, recuando 0,8%, para 113,4 pontos, na segunda retração consecutiva. Para a FecomercioSP, o movimento indica que o consumidor segue disposto a consumir, mas com maior sensibilidade a preços, crédito e promoções.

Entre os componentes do ICF, destacaram-se as quedas no nível de consumo atual, que caiu 1,9%, para 88,7 pontos, e no momento para compra de bens duráveis, que recuou 1,6%, para 85,9 pontos — ambos ainda na faixa considerada pessimista.


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