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O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 2,41% em abril, registrando a maior variação mensal desde 2021, segundo dados divulgados pelo FGV IBRE. Em março, o indicador havia avançado 1,14%. No acumulado do ano, a alta chega a 2,92%, enquanto, em 12 meses, o índice registra variação de 0,78%.

De acordo com Matheus Dias, economista do FGV IBRE, a alta do petróleo no mercado internacional passou a pressionar diferentes segmentos da economia. “O choque deixou de atingir apenas combustíveis e passou a pressionar insumos industriais, custos logísticos, materiais de construção e parte da cadeia de alimentos”, afirmou.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), responsável pela maior parcela do IGP-DI, avançou 3,09% em abril, ante 1,38% no mês anterior. O movimento foi puxado principalmente pelas matérias-primas brutas, que aceleraram de 2,11% para 4,57%, além dos bens intermediários, que passaram de 0,69% para 3,27%.

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,88% em abril, acima da taxa de 0,67% registrada em março. Entre os grupos que mais pressionaram o indicador estão Saúde e Cuidados Pessoais, Educação, Leitura e Recreação e Habitação. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 1,00%, impulsionado principalmente pelos grupos Materiais e Equipamentos e Serviços.

O levantamento também mostrou aceleração do núcleo da inflação ao consumidor, que passou de 0,37% para 0,42% em abril. O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com aumento de preços, ficou em 64,19%, levemente abaixo do resultado observado em março.


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