Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) revela que ocorreu uma queda na confiança empresarial no país em abril, o que denota um ambiente de maior cautela entre os empresários. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 1,0 ponto no mês, para 90,6 pontos, acumulando o terceiro resultado negativo consecutivo.
Para Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV IBRE, “a confiança empresarial recuou pelo terceiro mês consecutivo em abril, refletindo a piora das expectativas, enquanto a avaliação da situação atual dos negócios permanece relativamente estável”. Ele acrescenta que o cenário externo, especialmente o conflito no Oriente Médio, tem ampliado a incerteza em relação à inflação e aos juros, mantendo a confiança em níveis mais baixos.
A análise dos componentes do índice mostra estabilidade na percepção sobre o momento presente. O Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) teve leve variação negativa de 0,1 ponto, alcançando 93,2 pontos, mantendo-se próximo desse patamar ao longo de 2026. No detalhamento, a avaliação sobre a situação atual dos negócios avançou, enquanto a percepção sobre o nível de demanda apresentou recuo.
Por outro lado, as expectativas para os próximos meses seguem em deterioração. O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) caiu 1,9 ponto, para 88,1 pontos, revertendo parte do movimento de recuperação observado no final de 2025 e início de 2026. O resultado indica maior cautela dos empresários em relação à demanda e à evolução dos negócios no curto e médio prazo.
Na métrica de médias móveis trimestrais, o ICE passou a indicar tendência descendente, com queda de 0,6 ponto. O movimento sugere que, apesar da relativa estabilidade na atividade corrente, o ambiente de incerteza deve continuar influenciando as decisões empresariais nos próximos meses.
























