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Os empresários precisam tomar atenção num movimento que ganha cada vez mais corpo: a inteligência artificial como intermediária da jornada digital. Tal fato tem alterado a forma como os consumidores descobrem, avaliam e escolhem produtos e serviços. Dados da Comscore indicam que o Brasil registrou 131 milhões de visitantes únicos e média de 106,7 horas mensais por usuário em 2025, em um ambiente marcado pela fragmentação do consumo e pela crescente presença de assistentes digitais na navegação .

Nesse contexto, ferramentas baseadas em IA deixam de ser apenas canais de consulta e passam a influenciar diretamente a decisão de compra. Estimativas apontam que até 38% dos consumidores já utilizam esses recursos para apoiar escolhas, enquanto o uso de soluções de inteligência artificial generativa alcançou 64% dos usuários em escala global nos últimos anos. O movimento desloca parte do processo decisório para algoritmos, que filtram informações com base em critérios como preço, reputação e avaliações.

Para Frederico Burlamaqui, especialista em marketing e estratégia de negócios, a inteligência artificial está mudando o eixo da decisão. “O consumidor deixa de depender apenas da comunicação da marca e passa a confiar em respostas geradas a partir de múltiplas fontes”, avalia. A mudança também impacta a lógica de visibilidade das empresas. Se antes a disputa se concentrava nos mecanismos de busca, agora passa a incluir a presença nas respostas geradas por sistemas de IA, em um movimento associado ao chamado Generative Engine Optimization (GEO). Nesse cenário, conteúdos informativos, comparativos e educativos ganham espaço, enquanto abordagens puramente promocionais tendem a perder eficácia. “A nova vitrine não é mais a busca, é a resposta”, adverte. E complementa: “ As empresas precisam ser citadas pelas inteligências artificiais para permanecer na jornada de decisão do consumidor”.

Reconhecimento

Outro efeito direto é a valorização de fontes consideradas confiáveis, como veículos de imprensa e conteúdos especializados, que alimentam os modelos de inteligência artificial e ampliam a chance de uma marca ser reconhecida como relevante.

Além das mudanças na comunicação, a inteligência artificial também avança sobre a operação das empresas. No atendimento ao cliente, soluções automatizadas já podem responder por até 80% das interações em alguns casos, com redução de custos operacionais e ganho de eficiência. Plataformas integradas de chat, voz e análise de dados permitem automatizar etapas da jornada, do primeiro contato ao pós-venda.

O quadro indica uma transformação estrutural no ambiente digital, em que a decisão de consumo se torna mais rápida, comparativa e mediada por tecnologia. Para as empresas, o desafio passa a ser garantir presença qualificada em múltiplos canais, com informações consistentes e baseadas em dados, em um ambiente em que a visibilidade depende cada vez mais da validação por sistemas de inteligência artificial.


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