Pelo terceiro mês seguido, o mercado de trabalho formal do varejo de material de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) apresentou crescimento, segundo o Novo Caged. Em março, o saldo foi positivo em 212 novos empregos, o melhor resultado desde setembro de 2025. Em relação a fevereiro, a geração de vínculos foi 39,5% maior. Ao todo, o setor emprega na região 95,6 mil trabalhadores com carteira assinada.
Saldos de empregos do varejo de material de construção – RMSP

Fonte: Novo Caged
Mesmo com três aumentos mensais seguidos, e com aceleração da geração de emprego, isso não se mostrou suficiente para que o desempenho acumulado este ano não fosse o mais fraco para um primeiro trimestre desde a criação do indicador em 2020. Como efeito comparativo, tendo como referência o início de 2025, a geração de empregos formais caiu 32,6%.
Saldos de empregos do varejo de materiais de construção – RMSP – primeiros trimestres

Fonte: Novo Caged
Das 212 vagas a mais em março, resultado de 4.352 admissões contra 4.140 desligamentos, 196 vieram dos estabelecimentos de material de construção em geral. Por outro lado, o ramo de madeira e artefatos amargou a maior retração absoluta, com 52 empregos a menos no mês.
Movimentação e estoque de empregos – RMSP – março de 2026

No trimestre, a realidade é similar ao visto em março, isto é, o varejo de material de construção em geral lidera a criação de empregos (+265 vagas), enquanto o comércio de madeira e artefatos apresenta o maior recuo (-92 vagas).
Movimentação e estoque de empregos – RMSP – 1° trimestre de 2026

O economista Jaime Vasconcellos comenta: “mais que ser uma boa notícia termos 212 vagas a mais no mercado de trabalho do varejo de material de construção em março, o ótimo sinal vem de ser o terceiro saldo mensal favorável seguido e mostrando aceleração em relação a janeiro e fevereiro”. Em sua opinião, isso significa um melhor ritmo de confiança dos empregadores quanto à conjuntura dos seus negócios e do setor em geral. “Agora precisamos ver como isso se consolida nos próximos meses”, adverte.
Ainda assim, Jaime lembrar que este cenário positivo não deixa de ser o mais tímido para o período desde 2020. “Isso nos impõe uma análise cautelosa do desempenho do mercado de trabalho em 2026, período no qual ainda se espera no acumulado do ano, com todas as suas sazonalidades, que o estoque de empregos apresente pouca variação em relação ao que foi visto em 2025”. O quadro da economia em queda, pelo consumo também em desaceleração, engloba e justifica esta projeção cautelosa ao setor do varejo de material de construção na RMSP.
























