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Levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostra recuo no otimismo do empresariado do comércio na capital paulista. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) sofreu em março uma queda 0,4%, ao passar de 103,3 pontos em fevereiro para 102,9 pontos. Essa foi a segunda baixa consecutiva do indicador, em um cenário marcado pela desaceleração das vendas, juros elevados e aumento da inadimplência, fatores que têm pressionado o consumo e levado as empresas a adotarem maior cautela em relação a investimentos e formação de estoques. Ainda assim, na comparação com março de 2025, o índice apresenta alta de 5%.

Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC)
Março de 2025 a março de 2026

Fonte: FecomercioSP

Segundo a FecomercioSP, “o patamar do indicador mostra que, apesar de ainda estar na zona de otimismo, o empresário segue pressionado por custos elevados, rentabilidade menor e incertezas na política econômica”. Entre os componentes do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), apenas o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) avançou, com alta de 1,2%, enquanto o Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) recuou 3,1%, permanecendo abaixo dos 100 pontos pelo 37º mês consecutivo. Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) caiu 0,4%, indicando maior prudência nas decisões.

A Federação aponta ainda que, após quatro altas consecutivas entre outubro e janeiro, impulsionadas pelo período de vendas de fim de ano, a tendência é de reação moderada nos próximos meses, com apoio da queda da taxa Selic e de datas sazonais como o Dia das Mães. No entanto, fatores externos, como o conflito no Oriente Médio e seus impactos sobre o preço do petróleo, além das incertezas no cenário internacional, podem limitar o avanço da confiança.

Vale citar ainda que, no campo da expansão, o Índice de Expansão do Comércio (IEC) recuou 0,5%, para 107 pontos, mas segue em nível de otimismo, sustentado principalmente pela intenção de contratação, enquanto o nível de investimento das empresas continua abaixo dos 100 pontos, refletindo um ambiente de maior cautela.


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