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O custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo registrou alta de 0,95% em fevereiro, segundo o índice Custo de Vida por Classe Social (CVCS), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). No acumulado de 12 meses, a elevação chegou a 4,78%, com impacto semelhante entre as diferentes faixas de renda.

Custo de Vida por Classe Social
Série histórica

Fonte: IBGE/FecomercioSP

De acordo com a Federação, a pressão no mês teve caráter sazonal, concentrada principalmente nos reajustes de mensalidades escolares e no aumento das tarifas de transporte. Ainda assim, fatores externos, como a crise no Irã, podem influenciar os preços dos combustíveis e gerar novos impactos nos custos logísticos e, consequentemente, nos preços ao consumidor nos próximos meses.

O grupo de transportes foi o principal responsável pela alta, com variação de 1,55% — cerca de um terço do índice geral. O reajuste das tarifas de ônibus (2,3%), além do aumento dos combustíveis, como etanol (1,4%) e gasolina (0,4%), elevou o custo principalmente para as famílias de menor renda. As passagens aéreas também registraram alta expressiva, de 16,9%, influenciadas pela demanda do período de Carnaval.

Na educação, o avanço foi de 4,91%, refletindo os reajustes anuais das mensalidades. Os maiores aumentos foram observados no ensino médio (8,4%), fundamental (8,3%), infantil (8%) e superior (4,5%), com impacto distribuído entre todas as classes de renda.

No grupo de alimentos e bebidas, a alta foi de 0,83%, com maior peso sobre as famílias de menor renda, devido à elevação mais intensa da alimentação no domicílio. Entre os itens que mais subiram estão o feijão (11,4%), a alface (5%) e cortes de carne como chão de dentro (3,9%), contrafilé (2,5%) e alcatra (2,1%).

A habitação avançou 0,39% no mês, influenciada pelo aumento da energia elétrica (0,9%) e dos serviços de mão de obra (0,7%). No varejo, o gás de botijão também apresentou alta média de 1,5%, reforçando a pressão sobre o orçamento das famílias.

No acumulado de 12 meses, a inflação segue mais elevada para as classes de menor renda, com variação de 5,13% para a Classe E e 4,94% para a Classe D. Entre as faixas mais altas, os índices foram menores, com 4,56% para a Classe B e 4,75% para a Classe A, refletindo diferenças na composição dos gastos e maior exposição das famílias de menor renda a itens com maior pressão inflacionária.


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