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O faturamento real das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras ficou praticamente estável em fevereiro de 2026, com leve retração de 0,2% na comparação anual, segundo o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs). O resultado confirma a perda de ritmo do mercado no início do ano, após crescimento mais robusto no final de 2025, e reforça um cenário de maior cautela na atividade econômica .

No comércio, que concentra grande parte das empresas do País, o desempenho foi mais negativo. O faturamento médio real recuou 8,5% em fevereiro na comparação com o mesmo período do ano anterior, aprofundando a queda registrada em janeiro (-4,4%). A retração foi disseminada tanto no varejo, com recuo de 9,8%, quanto no atacado, que caiu 5,6%. Entre as atividades varejistas, poucas exceções conseguiram crescer, como joalherias, relojoarias e supermercados .

Enquanto isso, serviços apresentaram estabilidade e a indústria foi o único grande setor com crescimento, avançando 4,9% no faturamento real e acumulando dez meses consecutivos de expansão. Já a infraestrutura teve queda expressiva de 16%, refletindo o fraco desempenho da construção civil, impactada por juros elevados e incertezas econômicas .

O resultado do primeiro bimestre indica um início de 2026 mais desafiador para as PMEs, especialmente no comércio varejista. A combinação de incertezas internas e externas, crédito mais caro e consumo pressionado tende a manter o setor em um ambiente de maior volatilidade ao longo do ano.


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