A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), avançou 0,8% em janeiro de 2026, já com ajuste sazonal. O resultado mantém a trajetória de alta iniciada em novembro do ano passado e indica crescimento de 0,7% na comparação com janeiro de 2025. O movimento é sustentado pela melhora no acesso ao crédito e pelo aumento da disposição das famílias para a compra de bens duráveis.
Entre os componentes do índice, o Acesso ao Crédito apresentou o maior avanço na comparação anual, com alta de 8,5%. Atualmente, 35,8% dos consumidores avaliam que obter crédito está mais fácil, o maior percentual desde maio de 2015. Já o indicador Momento para Compra de Duráveis registrou a maior elevação mensal da pesquisa, com crescimento de 3,8% em janeiro e de 4,7% no acumulado de 12 meses, em linha com a redução da inadimplência observada no fim de 2025, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).
“O maior controle da inflação e a ampliação do acesso ao crédito têm preservado o poder de compra das famílias de até 10 salários mínimos”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac. Segundo ele, o crédito funciona como estímulo ao consumo, mas exige cautela para evitar novos ciclos de endividamento.





















