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Levantamento realizado pela Equifax BoaVista mostra que o comprometimento médio da renda do brasileiro chegou a 83,7% em 2025. O indicador mede a parcela da renda mensal familiar destinada ao pagamento de dívidas, como cartão de crédito, crédito pessoal e financiamentos. Os dados apontam ainda para o aumento do número de consumidores negativados e crescimento do estoque de dívidas no País ao longo do ano.

De acordo com o estudo, cerca de 59 milhões de CPFs estavam negativados ao final de 2025. O número representa alta de 7,2% em relação aos aproximadamente 55 milhões registrados no encerramento de 2024. “O comprometimento de renda é um termômetro importante da saúde financeira do consumidor”, explica Bruno Gonzales, diretor de Produtos de Crédito da Equifax BoaVista. “Quando esse indicador se aproxima de níveis mais elevados, reduz-se a margem de manobra das famílias diante de imprevistos ou novas demandas de crédito”.

Apesar da elevação no total de consumidores negativados, o volume de novas negativações apresentou queda ao longo do ano. Entre janeiro e dezembro de 2025, foram registrados mais de 242 milhões de registros de negativação, número 2,6% inferior aos cerca de 249 milhões observados em 2024. Em média, aproximadamente 14,5 milhões de CPFs foram negativados por mês.

Mesmo com a redução no fluxo anual de novas negativações, o estoque total de registros ativos aumentou. O ano de 2024 terminou com cerca de 169 milhões de negativações ativas, enquanto 2025 foi encerrado com aproximadamente 172 milhões, crescimento de 1,4% na comparação anual. A média é de três negativações por consumidor. “Quando observamos queda no fluxo de novas negativações, mas aumento no estoque total, percebemos que os indivíduos não estão quitando as dívidas na mesma velocidade que elas são adquiridas. Esse movimento ajuda a explicar a elevação do comprometimento de renda e reforça a importância de renegociação e educação financeira”, acrescenta Gonzales.

Os dados coletados indicam também que, mesmo com desaceleração no ritmo de novas negativações, o volume acumulado de dívidas em aberto permanece elevado. O cenário evidencia a pressão sobre o orçamento das famílias e reforça a necessidade de planejamento financeiro, renegociação de débitos e uso consciente do crédito.


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