O desempenho da indústria de materiais de construção apresentou variação positiva no último mês de 2025, mas não foi suficiente para reverter o resultado negativo acumulado ao longo do ano. Segundo o Índice ABRAMAT, elaborado pela Ecconit, o faturamento deflacionado do setor avançou 1,3% em dezembro na comparação com novembro, enquanto o acumulado anual registrou retração estimada de 0,5%.
Na comparação interanual, dezembro de 2025 apresentou crescimento de 0,7% frente ao mesmo mês de 2024. O resultado foi influenciado pelo aumento de 2,4% nas vendas de materiais básicos. Em sentido oposto, os materiais de acabamento recuaram 1,8%, refletindo um ambiente ainda marcado por restrições ao consumo e ao investimento.
Apesar da recuperação pontual no encerramento do ano, os dados consolidados indicam dificuldades ao longo de todo o período. Tanto os materiais básicos quanto os de acabamento fecharam 2025 com queda de 0,5% no faturamento deflacionado, sinalizando a ausência de uma retomada consistente da atividade industrial.
O levantamento também revisou os números de novembro de 2025, quando o faturamento do setor foi 4,3% inferior ao registrado em novembro de 2024. Nesse recorte, os materiais básicos apresentaram retração de 3,9%, enquanto os de acabamento tiveram queda de 4,8%.
De acordo com Paulo Engler, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT), o cenário observado ao longo de 2025 foi influenciado por fatores macroeconômicos. “Apesar da reação observada em dezembro, o setor enfrentou um ambiente desafiador, marcado por juros elevados, crédito mais restrito e pela dificuldade de recuperação sustentada da demanda. Para 2026, trabalhamos com a expectativa de uma melhora gradual, apoiada em políticas de estímulo à construção e, sobretudo, à reforma habitacional”, afirma.
























