O Indicador de Tendência de Consumo e Varejo (ITCV), calculado pelo Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getulio Vargas (FGVcev), mostra que o comércio varejista deve encerrar 2025 com crescimento de 0,90%. Para 2026, a estimativa é mais favorável, com avanço de 2,08%. Esse cenário não é compartilhado com o segmento de material de construção, conjuntura de juros reais de curto prazo em dois dígitos tem elevado o custo de oportunidade de investimentos em construção e reforma, o que freia o ímpeto de consumo no setor. Diante disso, a projeção de crescimento para 2025 foi revista de 1,1% para 0,62%. Para 2026, a expectativa de retração passou de 1,7% para 1,42%. O enfraquecimento da demanda reflete, também, a pressão dos preços, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), medido pelo IBGE, contou em setembro com uma taxa acumulada apontando para tendência de alta da inflação setorial: 7,07% em 12 meses.
Mercado de trabalho e crédito
O relatório abordou ainda a resiliência do mercado de trabalho, com taxa de desemprego projetada em 5,2% no fim de 2025 e 5,1% em 2026. Já o crédito à pessoa física apresentou expansão relevante nos últimos cinco anos, somando mais de R$ 1 trilhão em valores de agosto de 2024. O montante equivale a cinco pontos percentuais do PIB, representando 33% em agosto último.
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