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Tendo como maior influência a mão de obra, o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-IBRE), sofreu uma elevação de 0,21% em setembro, resultado abaixo do registrado no mês anterior (0,70%). Apesar da menor intensidade do aumento, a taxa acumulada mostra que os custos da construção prosseguem em tendência de alta ao atingir 7,07% em 12 meses. Para dar ideia do quadro apresentado, o indicador acumulou alta de 5,23% para o mesmo período de comparação em setembro do ano passado.

Enquanto o grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços caiu 0,03%, os custos com pessoal subiram 0,54%. É preciso lembrar, no entanto, que a variação do índice de Mão de Obra contou com recuo expressivo em setembro, uma vez que essa categoria havia chegado a 0,85% em agosto de 2025.
 

Entre os itens da construção com maior variação de preços, destacam-se massa de concreto (0,52%), tubos e conexões de PVC (0,77%), vergalhões e arames de aço ao carbono (-2,12%), tela de aço soldada para concreto (-2,20%), vidros (-0,95%), bandeja de proteção – primária e secundária (-0,53%) e condutores elétricos (-0,44%).

Confiança sobe

A Fundação Getulio Vargas divulgou também o Índice de Confiança da Construção (ICST), que conseguiu se recuperar depois de dois recuos consecutivos. Em setembro, esse indicador avançou 0,7 ponto em setembro, chegando aos 92,3 pontos. No entanto, na média móvel trimestral, houve queda de 0,6 ponto.
 

Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, comenta que o empresário da construção ficou mais pessimista no terceiro trimestre do ano. “A volatilidade do indicador reflete um cenário de incertezas, mas ainda assim o percentual de empresas que projeta crescimento da demanda se mantém acima do que aponta a queda desde abril de 2021. Ou seja, dessa época em diante, prevalece a percepção de que a atividade continuará a crescer ainda que em ritmo menor”, avalia.


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