295 postos de trabalho com carteira assinada foram criados no comércio varejista de material de construção em abril de 2024 na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Os dados são do Novo Caged, que registrou no período 4.066 admissões e 3.771 desligamentos, considerando um universo de quase 95,8 mil vínculos ativos.
“O saldo de abril foi positivo, porém em patamar menor que o visto no mês anterior (+364 vagas) e em abril de 2023 (+337 vagas)”, ressalta o economista Jaime Vasconcellos. O mesmo fenômeno ocorreu quando se analisa apenas os números paulistanos. Na capital paulista em abril foram gerados 125 empregos na soma das atividades avaliadas, abaixo dos 177 postos de abril do ano passado e menos da metade do avanço registrado no último mês de março, quando 324 vínculos foram adicionados ao mercado de trabalho de São Paulo (SP).
Evolução do saldo de empregos do varejo de material de construção – RMSP e São Paulo/SP
Fonte: CAGED
É importante dizer que dentre os nove segmentos avaliados, em apenas um ocorreu mais desligamentos que admissões de empregados: o varejo de vidros (-13 vagas). Por outro lado, destaques aos estabelecimentos de ferragens e ferramentas (+109 vagas) e de material elétrico (+60 vagas).
Nos primeiros quatro meses do ano já são 1.209 vagas geradas na Grande São Paulo, após 15.966 admissões e 14.757 desligamentos. Em números absolutos a liderança ficou com o ramo de material de construção em geral, com 405 vínculos empregatícios adicionados ao estoque da atividade.
Jaime explica que o resultado de abril, mesmo sendo um pouco mais tímido que os dos dois últimos meses, bem como em relação ao mesmo período de 2023, não deve causar pessimismo. “No quadrimestre temos um desempenho superior em 19,2% na geração de vagas em comparação ao mesmo mês do ano passado, em um cenário previsto anteriormente de no máximo similaridade dos saldos positivos”.
Com uma economia doméstica mais aquecida que a projetada, aliada a um cenário de certa estabilidade inflacionária, redução de juros e reequilíbrio dos orçamentos familiares, ainda há expectativa positiva quanto aos números do mercado de trabalho do setor e em geral. “O próprio Novo Caged e o IBGE vêm mostrando tal realidade”, finaliza Jaime.
























