O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), contou, em maio, com uma elevação de 0,59%. Enquanto Materiais, Equipamentos e Serviços avançaram 0,27% no período analisado, os custos com mão de obra subiram 1,05%.
Ao se isolar a categoria Materiais e Equipamentos, segundo análise da FGV IBRE, é possível verificar um incremento no indicador por passar de 0,16%, registrado em abril, para 0,25%, em maio. O destaque fica para materiais para instalação, que teve uma alta de 0,85%, seguido por materiais para estrutura (0,11%) e materiais para acabamento (0,04%).
Em relação aos produtos com maior variação em maio, condutores elétricos (5,88%) e blocos de concreto (1,11%) lideraram os aumentos. Já ladrilhos e placas para piso (-1%), placas cerâmicas para revestimento (-0,9%), tubos e conexões de PVC (-0,39%), cimento Portland Comum (-0,37%) e vergalhões e arames de aço ao carbono (-0,37%) sofreram os maiores recuos.
Confiança
O FGV IBRE também divulgou o Índice de Confiança da Construção (ICST), que avançou 1,2 ponto em maio, alcançando os 96,4 pontos. Esse resultado foi precedido de duas quedas consecutivas. Apesar do desempenho positivo, a variação móvel trimestral do indicador recuou 0,4 ponto. Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, comenta que a sondagem mostrou a retomada da rota de crescimento esperada desde o início do ano – a melhora da confiança (ICST) foi disseminada pelos três grandes segmentos de atividade – Edificações, Infraestrutura e Serviços Especializados. “O Indicador de Evolução da Atividade registrou a maior alta mensal desde julho do ano passado. Por outro lado, a permanência do ICST abaixo de 100 reflete as dificuldades enfrentadas pelas empresas”, avalia. Ela ressalta ainda que a tragédia ambiental no Rio Grande do Sul não mexeu com os indicadores consolidados da construção, no entanto, será necessário acompanhar os efeitos secundários nos próximos meses. “No processo de reconstrução, as dificuldades com mão de obra qualificada deverão se agravar,” acredita.
























