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O otimismo das empresas com os próximos meses compensou a piora na avaliação dos negócios correntes em outubro. O Índice de Confiança da Construção (ICST), do FGV IBRE, subiu 0,2 ponto e atingiu 90,7 pontos. Na média móvel trimestral, porém, o indicador recuou 0,6 ponto, para 91,0 pontos. O resultado mensal refletiu o avanço de 2,1 pontos do Índice de Expectativas (IE-CST), que chegou a 92,6 pontos. Em sentido contrário, o Índice da Situação Atual (ISA-CST) caiu 1,7 ponto, para 89,0 pontos, o menor nível desde maio de 2021.

Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, o enfraquecimento da carteira de contratos foi mais pronunciado entre as empresas de edificações residenciais. Apesar desse cenário, os empresários esperam recuperação da demanda e sinalizam intenção de ampliar a contratação de trabalhadores nos próximos meses.

Na avaliação da coordenadora, a redução atual da carteira de contratos pode diminuir o ritmo de crescimento da atividade antes de uma retomada que volte a pressionar o mercado de trabalho.

Os dois componentes do ISA-CST registraram a terceira queda consecutiva. O indicador da situação atual dos negócios recuou 0,3 ponto, para 89,0 pontos, enquanto o da carteira de contratos perdeu 3,0 pontos e atingiu 89,2 pontos. Entre os componentes das expectativas, a demanda prevista avançou 2,5 pontos, para 92,6 pontos. A tendência dos negócios subiu 1,7 ponto, alcançando 92,5 pontos, o maior patamar desde junho de 2025.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da construção diminuiu 1,1 ponto percentual, para 77,0%. Os indicadores de mão de obra e de máquinas e equipamentos caíram 1,0 ponto percentual cada, para 78,8% e 71,8%, respectivamente.


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