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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), registrou alta de 0,5 ponto em outubro, para 84,7 pontos, após cinco recuos consecutivos. O resultado devolveu o indicador ao patamar de agosto de 2026. Na média móvel trimestral, porém, houve redução de 1,2 ponto, para 84,5 pontos. A melhora foi sustentada pelas expectativas, enquanto a avaliação sobre o momento presente piorou. O Índice de Expectativas (IE) subiu 2,8 pontos, para 88,0 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 2,6 pontos, para 81,4 pontos, o menor nível desde março de 2025.

Segundo Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE, o resultado exige cautela, pois apenas compensou a perda do mês anterior e manteve o ICC em terreno de pessimismo. O elevado endividamento e a inadimplência das famílias também podem limitar a continuidade da recuperação no último trimestre do ano.

Intenção de compra melhora, mas orçamento segue pressionado

Entre os componentes das expectativas, o indicador de compras previstas de bens duráveis avançou 3,2 pontos, para 75,5 pontos, após duas quedas consecutivas. A avaliação sobre a situação financeira futura da família aumentou 3,0 pontos, para 86,9 pontos. O indicador de situação econômica local futura também apresentou melhora: cresceu 1,7 ponto, para 103,7 pontos, na primeira alta após três meses de retração. A percepção sobre as condições atuais, entretanto, seguiu em direção contrária. O indicador de situação financeira presente da família recuou 3,1 pontos, para 71,3 pontos, o menor patamar desde janeiro de 2026. A avaliação da situação econômica local atual caiu 2,2 pontos, para 91,8 pontos, o menor resultado desde março de 2025.

Os dados mostram uma disposição maior para compras futuras, acompanhada de piora na avaliação do orçamento familiar no presente. Essa combinação reforça a cautela apontada pelo FGV IBRE quanto à continuidade do avanço nos próximos meses.


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