A atividade econômica brasileira registrou alta na passagem de julho para agosto, após dois meses de retração, segundo o Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado de 0,5% considera a série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve expansão de 1,5%, enquanto o crescimento acumulado em 12 meses chegou a 1,8%.
Segundo Claudio Considera, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE), o desempenho mensal refletiu o avanço da indústria extrativa e a continuidade da expansão dos serviços. Pela ótica da demanda, as exportações e o consumo do governo contribuíram positivamente, apesar da desaceleração dos gastos das famílias.
Consumo e investimento
No trimestre móvel encerrado em agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4% em relação ao mesmo período de 2025. Os produtos duráveis foram a principal contribuição positiva, parcialmente compensada pelos resultados negativos dos não duráveis e semiduráveis. Os serviços tiveram contribuição próxima de zero. O indicador permaneceu na menor taxa de crescimento desde o trimestre encerrado em outubro de 2025.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou 1,6% na mesma comparação, sustentada principalmente pela construção e pelo componente “Outros”, que compensaram o recuo de máquinas e equipamentos. A participação da construção no crescimento dos investimentos se fortaleceu nos trimestres móveis mais recentes, mantendo a trajetória de recuperação da FBCF observada desde o segundo trimestre de 2026.
As exportações aumentaram 2,5% no trimestre encerrado em agosto, enquanto as importações subiram 6,4%. Em valores correntes, o PIB estimado pela FGV somou R$ 9,020 trilhões no acumulado de janeiro a agosto. A taxa de investimento no mês ficou em 19,1%.
























