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Dados coletados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo mostram que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 1,2% em agosto e atingiu 110,9 pontos. Foi a quinta queda mensal consecutiva e a mais intensa desde o início da sequência, em abril. Apesar do movimento, o indicador permaneceu acima dos 100 pontos, nível considerado de satisfação, e registrou crescimento de 4,4% na comparação com agosto de 2025.

Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF)
Série histórica (13 meses)

Fonte: FecomercioSP

O mercado de trabalho continua sendo um dos principais fatores de sustentação do consumo. O componente emprego atual apresentou variação de -0,4% no mês, alcançando 141,3 pontos. Em 12 meses, houve avanço de 6,3%. A perspectiva profissional, porém, apresentou comportamento diferente. O componente caiu 4,5% em agosto e acumula retração de 10,5% em um ano. O resultado indica maior cautela das famílias em relação a promoções, aumentos salariais e estabilidade profissional. A renda atual também recuou, com queda de 1,3%, a terceira consecutiva. Na comparação anual, entretanto, permanece 2,8% acima do resultado registrado em agosto de 2025. Já o acesso ao crédito foi o único componente do ICF a avançar no mês, com alta de 0,8%.

Na avaliação da FecomercioSP, emprego e renda ainda ajudam a preservar a capacidade de pagamento das famílias. Juros elevados, endividamento e maior cautela, contudo, continuam restringindo decisões relacionadas a compras de maior valor.

Consumidor mantém cautela

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), também calculado pela FecomercioSP, variou -0,6% em agosto na comparação com julho e chegou a 120,8 pontos. A retração foi inferior à queda de 2% registrada no mês anterior. Em relação a agosto de 2025, houve crescimento de 8%.

Índice de Confiança do Consumidor (ICC)
Série histórica (13 meses)

Fonte: FecomercioSP

Os dois componentes do indicador apresentaram movimentos distintos. O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), que avalia a percepção sobre a situação econômica presente, avançou 0,5%, para 114,5 pontos. O Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), relacionado às perspectivas para o futuro próximo, caiu 1,3%, para 125 pontos.

A redução da confiança foi mais acentuada entre consumidores com 35 anos ou mais, grupo que registrou queda de 3%. Entre os mais jovens, houve variação positiva de 0,8%. Por faixa de renda, o ICC caiu 1,2% entre os lares com até dez salários mínimos e avançou 0,6% entre as famílias de maior renda. Entre os homens, houve retração de 1,8%, enquanto entre as mulheres foi registrada variação positiva de 0,6%.


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