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A Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PMC-IBGE) registrou pelo quarto mês consecutivo recuo no volume de vendas do comércio de material de construção em São Paulo, tendo como referência os mesmos meses do ano passado. Em julho, o setor sofreu no âmbito paulista uma queda de 1,7% em relação ao sétimo mês do ano passado. No país, o resultado foi ainda pior: – 2,0%.

Evolução mensal do índice de volume de vendas do comércio de materiais de construção – Mês contra mesmo mês do ano anterior (%)

Fonte: PMC – IBGE

No acumulado de janeiro a julho, enquanto o comércio de materiais de construção do Estado de São Paulo conto com uma retração de 4,4% em comparação ao mesmo período de 2025, no país ocorreu desempenho negativo de 1,0%. Já no acumulado em 12 meses, registra-se queda 4,1% no território paulista e de 1,7% em nível nacional.

Evolução do índice em 12 meses do volume de vendas de materiais de construção no Estado de São Paulo (%)

Fonte: PMC – IBGE

O economista Jaime Vasconcellos comenta que julho não alterou a trajetória recente do varejo de materiais de construção no estado de São Paulo, considerando a performance do volume de vendas. “Embora a queda tenha sido mais moderada no mês, o resultado ainda preocupa por representar a quarta retração consecutiva do indicador na comparação com os mesmos meses de 2025”, ressalta. “Por outro lado, o desempenho menos intenso na margem suavizou a tendência negativa da taxa acumulada em 12 meses, que havia chegado a -5,0% em maio e agora está em -4,1%”.

Em sua análise, Jaime lembra que, de modo geral, os fatores que explicam esse desempenho mais fraco permanecem os mesmos: elevado comprometimento da renda das famílias, crédito caro e seletivo,  mesmo com a Selic em trajetória de queda, ainda que gradual, e preços que, embora tenham avançado menos nos últimos meses, também não recuaram.

OBS: O Volume de Vendas observado pela PMC resulta da deflação dos valores nominais correntes da receita bruta de revenda por índices de preços específicos para cada grupo de atividade, e para cada Unidade da Federação, construídos a partir dos relativos de preços do IPCA e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI. A pesquisa também avalia apenas empresas com 20 ocupados ou mais.


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