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Dados coletados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados mostram que o mercado de trabalho do comércio varejista de material de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) perdeu 297 postos de trabalho no último mês de junho. Com 3.456 admissões e 3.753 desligamentos, esse desempenho foi o pior desde dezembro de 2025, fazendo com que o estoque do setor atingisse agora os 91.453 vínculos empregatícios ativos. Este, inclusive, também se revela o pior resultado para junho desde a criação do Novo Caged, a partir de janeiro de 2020.

Saldos de empregos do varejo de materiais de construção – RMSP

Fonte: Novo Caged

Devido a última queda mensal, no desempenho acumulado do primeiro semestre do ano, o setor contou com apenas 90 vagas geradas, em razão de 23.007 admissões contra 22.917 desligamentos. Este foi o pior saldo da movimentação de empregos com carteira assinada do setor para os primeiros semestres desde 2020, período no qual ocorreram os primeiros e mais fortes registros dos impactos provenientes da pandemia.

Saldos de empregos do varejo de materiais de construção – RMSP – 1° semestre

Fonte: Novo Caged

O economista Jaime Vasconcellos comenta que em junho a perda de vagas foi bastante disseminada entre os segmentos analisados. O destaque, ainda assim, permaneceu com o ramo de material de construção em geral (-161 vagas).

Movimentação e estoque de empregos celetistas – RMSP – junho de 2026

“Já no acumulado do primeiro semestre até chama atenção o resultado do ramo de materiais elétricos (+174 vagas)”, ressalta Jaime. E complementa: “Por outro lado, os saldos negativos mais agudos ficaram com os segmentos de madeira e artefatos (-90 vagas) e de ferragens e ferramentas (-94 vagas)”.

Movimentação e estoque de empregos celetistas – RMSP – 1° semestre de 2026

Ainda que os dados de empregabilidade do setor não estivessem sendo tão positivos, não se nega que a perda de quase 300 vagas em junho se mostra relevante. “Seja analisando este resultado de margem ou observando a estabilidade do primeiro semestre, que configura os piores seis primeiros meses de um ano desde 2020, não se chega a outra conclusão: as dificuldades do consumidor em direcionar renda disponível ou crédito ao varejo de material de construção já deixou de atingir somente a performance de vendas do segmento e chegou ao ritmo de investimento dos empregadores em novos postos de trabalho”, avalia Jaime. Isso sem contar, os recentes e conhecidos obstáculos na oferta de mão de obra. Em resumo, o conhecido e árduo cenário de juros altos, oferta seletiva de crédito e altos patamares de endividamento e inadimplência das famílias ultrapassou o caixa dos empregadores, desnudando claramente os problemas dos empresários do segmento em manter ou aumentar o número de postos de trabalho.


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