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O Sincomavi publica nesta quarta-feira (11) a edição de maio do Radar Econômico (link abaixo), estudo que acompanha os principais indicadores que influenciam o comércio varejista, sobretudo o setor de materiais de construção. A análise mostra um cenário de desaceleração gradual da economia brasileira, marcado pela combinação de juros elevados, aumento do endividamento das famílias e redução da confiança empresarial.

De acordo com o levantamento, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou para 102,6 pontos em maio, o menor nível do ano. O resultado reflete maior cautela dos varejistas em relação ao desempenho da economia, aos custos financeiros e às decisões de investimento e contratação.

Em contrapartida, o consumo das famílias continua encontrando suporte no mercado de trabalho. O Índice de Confiança das Famílias (ICF), também da CNC, avançou para 106,6 pontos, impulsionado principalmente pela melhora das condições de emprego e renda, especialmente entre os consumidores de menor renda. No entanto, o avanço do endividamento e da inadimplência indica que parte desse consumo permanece dependente do crédito.

No setor da construção, os dados apontam desaceleração dos custos. O INCC-M, indicador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), registrou alta de 0,77% em maio, abaixo da variação observada em abril, enquanto parte das commodities metálicas apresentou recuo nas cotações internacionais. Apesar desse movimento, o Radar Econômico destaca que o varejo de materiais de construção continua enfrentando desafios relacionados ao custo do crédito, à maior seletividade do consumo e à necessidade de ganhos de eficiência em um ambiente cada vez mais competitivo.


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