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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), recuou 0,3 ponto em maio, para 88,8 pontos, após dois meses consecutivos de avanço. Apesar da queda, a média móvel trimestral registrou alta de 0,9 ponto, alcançando 88,7 pontos.

A economista Anna Carolina Gouveia comenta que o resultado indica um movimento de acomodação da confiança dos consumidores, com avaliação mais favorável do cenário atual, mas aumento da cautela em relação ao futuro próximo. “Após dois meses de alta, a confiança do consumidor recua moderadamente num movimento de acomodação”, ressalta. E revela: “A queda foi influenciada pela revisão das expectativas para os próximos meses, combinada com uma avaliação ainda favorável sobre o presente.”

O levantamento mostra que o Índice de Expectativas (IE) caiu 1 ponto em maio, para 91,3 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,8 ponto, chegando a 86,1 pontos, maior nível desde dezembro de 2014.

Entre os indicadores que compõem o IE, o destaque negativo foi a percepção sobre a situação econômica local futura, que recuou 2,6 pontos, para 102,9 pontos. O indicador de situação financeira futura das famílias também caiu 0,9 ponto, para 89,4 pontos. Em sentido contrário, a intenção de compra de bens duráveis avançou 0,5 ponto, atingindo 83 pontos. No ISA, os consumidores demonstraram percepção mais positiva sobre o momento atual da economia e das finanças familiares. O indicador de situação econômica local atual subiu 0,8 ponto, para 95,8 pontos, enquanto o indicador de situação financeira atual da família avançou 0,7 ponto, para 76,7 pontos, maior nível desde fevereiro de 2020.

A sondagem também apontou diferença de percepção entre as faixas de renda. Consumidores com rendimento de até R$ 4,8 mil demonstraram maior preocupação em relação ao futuro, refletindo sensibilidade às incertezas econômicas e ao cenário de crédito e consumo.


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