Levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) contou com um avanço em maio de 1,6% na comparação mensal, chegando a 106,6 pontos, o sétimo crescimento consecutivo do indicador. De acordo com a CNC, a melhora está relacionada ao comportamento da inflação nesse segmento de produtos. Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,39% em 12 meses até abril, os bens duráveis registraram inflação de apenas 0,68% no mesmo período.
O estudo também aponta um ambiente mais favorável no mercado de trabalho. O indicador de emprego atual subiu 2% no mês, atingindo 128,2 pontos, o maior nível dos últimos 12 meses. Segundo a pesquisa, 42,3% dos entrevistados afirmaram sentir maior segurança em relação ao emprego atual.
Apesar do cenário positivo, a CNC avalia que os juros elevados continuam limitando o ritmo do consumo. “Não podemos ignorar que a taxa Selic permanece em patamar excessivamente elevado, atuando como freio na economia ao encarecer o crédito e limitar o poder de consumo imediato das famílias!”, destaca José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac. “Esse nível restritivo de juros drena a capacidade de venda das empresas e sufoca a retomada do crescimento.”
Mesmo com o avanço mensal do consumo atual, o indicador permaneceu abaixo da linha considerada de otimismo, fechando maio em 93,8 pontos. A pesquisa destaca que o custo elevado do crédito ainda restringe compras do cotidiano, apesar da melhora na renda e no acesso ao financiamento.
Na análise por faixa de renda, as famílias com rendimento de até 10 salários mínimos apresentaram desempenho mais forte na intenção de consumo, com alta anual de 3,9%. Já entre as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, o avanço foi mais moderado, de 1,4% no período.
























