O Índice de Custo de Vida por Classe Social (CVCS), medido pela FecomercioSP e que abrange a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), avançou 0,72% em março, pressionado principalmente pela alta dos combustíveis e dos alimentos. No acumulado de 12 meses, a inflação percebida pelas famílias da região alcançou 4,92%.
De acordo com a entidade, o cenário foi influenciado pelo conflito no Oriente Médio, especialmente pela Guerra no Irã, que elevou a cotação internacional do petróleo e ampliou os custos logísticos e de transporte. Mesmo após o cessar-fogo, a normalização dos preços deve ocorrer de forma gradual.
Custo de vida por classe social — série histórica

Fonte: IBGE/FecomercioSP
Alimentação e transportes representam quase 45% do orçamento médio das famílias da RMSP, segundo a FecomercioSP, o que amplia o impacto da inflação sobre o consumo e o equilíbrio financeiro doméstico, sobretudo entre as faixas de renda mais baixas.
As classes D e E registraram as maiores variações no mês, com altas de 0,93% e 0,86%, respectivamente. Já a classe A teve elevação de 0,61%. No acumulado de 12 meses, a classe E apresenta inflação de 5,34%, seguida pela classe D, com 5,22%.
O grupo de transportes foi um dos principais responsáveis pela alta do custo de vida, com avanço de 1,47% em março. O óleo diesel subiu 14,4%, enquanto a gasolina avançou 4,4% e o etanol, 1,3%. As passagens aéreas também registraram aumento de 7,8%. No grupo de alimentação e bebidas, a alta mensal foi de 0,83%, impulsionada principalmente pelos alimentos consumidos dentro de casa. Entre os produtos que mais subiram estão o feijão-carioca (15,6%), o tomate (12,2%) e cortes bovinos como acém (5%), alcatra (2,9%) e costela (2,3%).
O levantamento também apontou aumento nos artigos do lar, com destaque para microcomputadores (3,3%) e televisores (2%). Já no grupo habitação, produtos ligados a obras e reformas tiveram alta, como revestimentos para piso e parede, cimento e tijolos, todos com avanço de 2,4%.
Na avaliação da FecomercioSP, a combinação entre custos logísticos mais elevados, aumento do preço da arroba bovina e fatores sazonais que reduzem a oferta de alimentos deve manter a pressão inflacionária sobre o orçamento das famílias nos próximos meses.
























