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A edição de março do Radar Econômico do Sincomavi mostra um ambiente marcado por sinais mistos na economia. De um lado, os indicadores de confiança avançam: o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) atingiu 107 pontos, no maior nível desde janeiro de 2025, enquanto a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) chegou a 104,6 pontos, ambos com cinco altas consecutivas . O movimento indica melhora gradual das expectativas, inclusive com maior disposição para aquisição de bens duráveis, ainda que a avaliação do momento atual permaneça majoritariamente negativa entre empresários.

Apesar da recuperação da confiança, o consumo segue limitado por fatores estruturais. O endividamento das famílias alcançou 80,4%, maior nível da série histórica, com inadimplência próxima de 30% . Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho começa a apresentar sinais de desaceleração, enquanto o crédito permanece caro. Esse conjunto mantém o consumo em ritmo moderado, com decisões mais seletivas e dependentes da evolução dos juros e da renda ao longo do ano.

No lado dos custos, o Radar aponta desaceleração nos preços de materiais, mas pressão crescente da mão de obra, que passou a ter maior peso na inflação da construção. O INCC-M registrou alta de 0,36% em março, com avanço mais intenso justamente nesse componente . Para o varejo de materiais de construção, o cenário reforça a necessidade de foco em gestão operacional, já que o desempenho tende a depender menos da demanda e mais de eficiência em custos, estoques e conversão.

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