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Mais de 50% das empresas estão criando cargos intermediários como estratégia para acelerar a formação de lideranças e fortalecer a sucessão executiva, segundo levantamento conduzido pela consultoria Robert Half. O trabalho aponta que funções abaixo do C-level ganham espaço ao permitir que profissionais assumam responsabilidades estratégicas antes de chegar ao topo, reduzindo lacunas de gestão e ampliando a capacidade de resposta das organizações.

Mario Custódio, diretor de recrutamento executivo da Robert Half, afirma que esses postos funcionam como um ambiente de teste: ” Elas servem como um laboratório de liderança, as organizações podem observar como profissionais-chave reagem a contextos complexos, enquanto ganham repertório em temas críticos”. Entre empresas de capital aberto, destacam-se cargos ligados à transformação digital (56%) e diretorias adjuntas (52%). Já nas companhias privadas, a maior presença está em funções como diretores assistentes (54%) e líderes de projetos estratégicos (50%).

O movimento reflete uma mudança estrutural na forma de preparar executivos. Em vez de promoções reativas, as empresas adotam trajetórias contínuas de desenvolvimento, com maior exposição a decisões estratégicas e pressão real de negócio. “Essas posições colocam o profissional no centro das decisões antes do cargo chegar e isso pode mudar o nível de preparo”, destaca. A tendência aponta para lideranças mais preparadas e alinhadas a um ambiente de negócios mais dinâmico.


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