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Em fevereiro o comércio varejista de material de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) criou 134 postos de trabalho, após registrar 3.855 admissões contra 3.721 desligamentos, perfazendo 95,6 mil vínculos ativos. O resultado positivo é mais que o dobro do verificado em janeiro, porém ficou 74% abaixo do desempenho obtido no mesmo mês de 2025, conforme dados do Novo Caged.

Saldos de empregos do varejo de materiais de construção – RMSP

Fonte: Novo Caged

Essa performance tímida dos dois primeiros meses, no qual o setor apresentou um acumulado de 186 postos de trabalho criados, fez com que o início de 2026 seja o ano mais fraco do mercado de trabalho, alcançando o menor nível de geração de vagas em comparação aos primeiros bimestres desde 2020, quando o Novo Caged foi instituído. Em comparação com 2025, por exemplo, houve uma redução de 70,3% na criação de novos postos de trabalho com carteira assinada. 

Saldos de empregos do varejo de materiais de construção – RMSP – primeiros bimestres

Fonte: Novo Caged

Em fevereiro, a criação de 134 vagas só foi possível devido aos estabelecimentos de material de construção em geral, que contaram com  saldo positivo de 145 vínculos formais. O varejo de material elétrico também apresentou saldo positivo, com +64 postos. Por outro lado, outros segmentos tiveram resultados ruins, como a categoria madeira e artefatos (-39 vagas) e de ferragens e ferramentas (-38 vagas). 

Movimentação e estoque de empregos celetistas – RMSP – fevereiro de 2026

á no primeiro bimestre, lideram os segmentos de material elétrico (+103 vagas), material de construção em geral (+53 vagas) e de vidros (+48 vagas). O destaque negativo fica para o ramo de madeira e artefatos, com -40 vagas no período analisado.

Movimentação e estoque de empregos celetistas – RMSP – 1° bimestre de 2026

O economista Jaime Vasconcellos comenta que não se nega que a aceleração da criação de emprego no setor de janeiro para fevereiro seja uma boa notícia. “Todavia, também não deixa de ser preocupante que não somente o resultado do segundo mês de 2026 tenha ficado tão abaixo do visto no mesmo período do ano passado, mas também seja registrado o início de ano mais fraco da série histórica do emprego com carteira assinada no comércio de materiais de construção da Grande São Paulo”. Diante disso, é inegável que ocorreu um arrefecimento bastante claro, e esperado, segundo Jaime, deste indicador. 

Para ele, os motivos para esta desaceleração do mercado de trabalho se dão pelos mesmos motivos que se projeta uma economia brasileira desaquecida para este ano. “Com preços, juros, endividamento e inadimplência elevados, a tendência é o consumo das famílias ter dificuldades para performar em 2026, atingindo primeiro e diretamente o comércio  – em especial àquele de consumo adiável e dependente do crédito -, seja ao projetar o seu desempenho de vendas, seja, consequentemente, na confiança e potencialidade financeira para os estabelecimentos gerarem novos empregos com carteira assinada”.  


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