O faturamento deflacionado da indústria brasileira de materiais de construção apresentou leve crescimento em fevereiro de 2026, segundo dados do Índice ABRAMAT. O indicador registrou alta de 0,1% em relação a janeiro, com ajuste sazonal, sinalizando estabilidade da atividade no início do ano, embora a comparação com fevereiro de 2025 ainda mostre retração de 6,9%.
Dados revisados indicam que o setor iniciou 2026 ainda sob influência do cenário econômico observado no ano passado. Em janeiro, o faturamento deflacionado da indústria recuou 8,2% na comparação com o mesmo mês de 2025, mas avançou 1,0% em relação a dezembro de 2025, também considerando o ajuste sazonal.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT), os primeiros resultados de 2026 apontam sinais de estabilização da atividade, mesmo diante de um ambiente macroeconômico mais restritivo. “Ainda enfrentamos um cenário desafiador, com a taxa de juros em patamar elevado e impacto sobre os investimentos no setor da construção. No entanto, já observamos sinais de estabilização do faturamento, e a expectativa é que a queda gradual da Selic ao longo do ano contribua para uma recuperação progressiva da atividade”, afirma o presidente executivo da entidade, Paulo Engler.
A entidade destaca, porém, que o ambiente econômico ainda exige cautela. Entre os fatores de incerteza está o agravamento do conflito no Oriente Médio envolvendo o Irã, que tem pressionado os preços do petróleo e pode gerar impactos adicionais sobre inflação, custos e atividade econômica global.
Apesar desse cenário, a ABRAMAT mantém a projeção de crescimento de 1,9% no faturamento deflacionado da indústria de materiais de construção em 2026. A estimativa considera a expectativa de melhora gradual nas condições de crédito e a continuidade de programas habitacionais e investimentos em infraestrutura no país.
























