O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) atingiu 104,7 pontos após ajuste sazonal, alcançando o maior nível desde julho do ano passado. Em relação a janeiro, houve crescimento de 1,6%, consolidando a quarta alta consecutiva do indicador. O resultado reflete melhora na avaliação das condições atuais e retomada gradual das intenções de investimento.
Entre os componentes do índice, o subindicador de Condições Atuais da Economia registrou alta de 5,1% na margem. Ainda que o cenário seja de cautela, caiu para 70,6% a parcela de empresários que percebem piora na economia — o menor percentual desde janeiro do ano anterior.
O Índice de Investimento (IIEC) também apresentou avanço, com crescimento de 1,1% na comparação anual. De acordo com a economista da CNC, Catarina Carneiro, o movimento é impulsionado pela expectativa de juros mais favoráveis nos próximos meses, o que estimula novos aportes e amplia a perspectiva de contratação. A combinação desses fatores pode contribuir para maior controle de preços, especialmente em segmentos como supermercados e farmácias, que registraram aumento de 3,0% na percepção atual ao longo dos últimos 12 meses.
No recorte por segmento, o comércio de bens duráveis — como eletrônicos, móveis e veículos — liderou a alta mensal, com avanço de 1,8% na confiança, acompanhando a melhora da intenção de consumo das famílias. Apesar disso, o setor ainda apresenta retração anual de 1,0%, reflexo do ciclo de juros elevados observado no ano passado.
Quanto às expectativas, 62,0% dos empresários projetam melhora econômica no curto prazo. O Índice de Expectativas (IEEC) avançou 1,0% em fevereiro, embora registre leve retração anual de 0,9%, indicando que a recuperação é percebida de forma mais consistente no presente do que nas projeções de longo prazo.
























