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As famílias da capital paulista começaram o ano mais dispostas a consumir. Dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP) mostram que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 2,4% em relação a dezembro e atingiu 115,4 pontos em janeiro. No mesmo período, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) também registrou alta de 2,4%, alcançando 127,4 pontos.

Intenção de Consumo das Famílias (ICF)
Série Histórica — 13 meses

Fonte: FecomercioSP

Segundo a Federação, o desempenho reflete a continuidade da recuperação do consumo, mesmo em um cenário marcado por despesas típicas de início de ano e juros elevados. A entidade destaca que a resiliência do mercado de trabalho, a maior estabilidade da renda e avanços pontuais no acesso ao crédito sustentaram o resultado. Ainda assim, pondera que o ambiente macroeconômico permanece cercado de incertezas, especialmente em razão do contexto eleitoral e de seus possíveis efeitos sobre a política de juros.

No recorte do ICF, a melhora foi impulsionada pelos indicadores de emprego atual, acesso ao crédito, nível de consumo corrente e momento para compra de bens duráveis. Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, o índice chegou a 114,2 pontos, com alta de 2,7% no mês e de 7,6% na comparação interanual. O grupo tende a responder de forma mais imediata à evolução da renda e das condições de ocupação, o que impacta diretamente a disposição para consumir, sobretudo em segmentos de menor tíquete médio.

Já entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o indicador permaneceu em patamar elevado, em 118,7 pontos. A variação mensal foi de 1,7%, enquanto, na comparação com janeiro do ano anterior, houve recuo de 4,2%, sinalizando postura mais cautelosa diante das condições financeiras e do cenário macroeconômico.

No caso do ICC, o avanço está associado ao alívio gradual das pressões inflacionárias ao longo de 2025, reduzindo a percepção de perda do poder de compra. Entre as famílias com renda inferior a dez salários mínimos, o índice atingiu 125,3 pontos, com crescimento de 3,2% no mês e de 2,5% no ano. O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) desse grupo subiu 5,9% na margem e 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre as famílias com renda igual ou superior a dez salários mínimos, o ICC alcançou 131,8 pontos e registrou alta de 4,6% na comparação interanual. No entanto, o ICEA recuou tanto no mês (-1,7%) quanto no ano (-1,5%), refletindo o impacto do crédito mais caro e dos juros ainda restritivos sobre decisões de maior valor.

No agregado, o ICEA chegou a 125,6 pontos, com elevação de 3,3% no mês, enquanto o Índice de Expectativas (IEC) atingiu 128,6 pontos, com altas de 1,8% na margem e de 3,5% em 12 meses. Para a FecomercioSP, o cenário indica maior dinamismo em segmentos de menor tíquete médio e bens essenciais, enquanto o consumo de duráveis segue condicionado à trajetória dos juros.


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