A primeira divulgação da inflação na construção civil no Estado de São Paulo, o Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI – IBGE) revela que o valor médio do metro quadrado ultrapassou R$ 2 mil pela primeira vez, alcançando R$2.016,11. O aumento mensal foi de 1,34%, representando uma diferença de R$26,62 por metro quadrado. Desse reajuste, R$26,06 (+2,84%) correspondem aos custos com mão de obra, enquanto apenas R$0,56 (+0,05%) relacionam-se ao preço dos materiais de construção.
Evolução do custo médio por m² da construção, por componentes: Estado de São Paulo (R$)

Fonte: IBGE
A variação mensal de 1,34% de janeiro de 2026 foi a maior desde junho do ano passado, período no qual ocorreu uma oscilação de 2,04%. Já em doze meses, o custo médio da construção civil paulista aumentou 6,50%, sendo 4,87% em razão da majoração do material de construção e 8,41%, da mão de obra.
Evolução do custo médio mensal do m² da construção do estado de São Paulo

Fonte: IBGE
Segundo o economista Jaime Vasconcellos, os dados de janeiro são um verdadeiro marco para o custo médio da construção civil na economia paulista, ao passar pela primeira vez dos R$2 mil reais por m². Nesse caso, o crescimento ficou praticamente todo concentrado no componente dos serviços profissionais. “A elevação do custo da mão de obra deve-se principalmente a dois fatores: o reajuste real do salário mínimo nacional e a reoneração da folha de pagamento das empresas do setor da construção civil”, ressalta.
Ele explica que tais impactos deverão continuar, isso porque, conforme os efeitos legais da gradativa reoneração das alíquotas do INSS, estas passarão para 10% sobre a folha de pagamento em 2026, com uma transição para 15% em 2027 e 20% em 2028. “Esses elementos foram determinantes para os aumentos observados nos preços finais, sendo que a estabilidade no custo médio do material de construção representa o único aspecto positivo do resultado de janeiro”, avalia.
Por fim, Jaime destaca que o custo médio total do metro quadrado do Estado de São Paulo é o oitavo maior dentre as unidades da federação. A liderança é de Santa Catarina (R$2.169,50) e o menor valor fica com Pernambuco (R$1.703,82).

























