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O varejo brasileiro iniciou 2026 sob impacto direto do aperto monetário. É o que mostra a primeira edição do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) do ano, divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Embora o indicador geral registre avanço na comparação mensal, a avaliação dos empresários sobre o momento econômico e do setor caiu 6,1% em janeiro frente ao mesmo período de 2025.

A principal contribuição negativa veio da percepção sobre as condições atuais da economia, que recuou 8,1% em base anual. De acordo com a CNC, o nível elevado da taxa Selic encarece o crédito, limita o consumo e dificulta o planejamento de investimentos, afetando diretamente o desempenho do comércio.

O impacto foi mais intenso no segmento de bens duráveis, como eletrodomésticos, eletrônicos e veículos, que apresentou o maior recuo anual na percepção dos empresários (-7,6%). Ainda assim, o relatório aponta uma postura de cautela estratégica do varejo, com decisões de investimento sendo postergadas à espera de uma melhora nas condições financeiras, sustentada pela expectativa de redução dos juros a partir do segundo trimestre.

No curto prazo, o levantamento indica sinais moderados de resiliência. Descontados os efeitos sazonais, o Icec avançou 0,9% em janeiro em relação a dezembro, alcançando 103,0 pontos, o maior nível desde julho de 2025 e a terceira alta mensal consecutiva do indicador.

Outros dados reforçam esse movimento gradual de recuperação, como o crescimento mensal de 1,8% na intenção de contratação, o avanço de 0,8% da Intenção de Consumo das Famílias e a melhora anual da gestão de estoques (+0,2%), sinalizando maior ajuste e planejamento por parte dos varejistas no início de 2026.


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